sábado, 31 de maio de 2014

JARDIM - DICAS SOBRE O SOLO

JARDIM - DICAS SOBRE O SOLO














É a parte superficial da crosta terrestre e tem sua origem na
decomposição de rochas e minerais. Em relação às plantas, tem como
função primordial fornecer nutrientes e servir de suporte às raízes.


Textura

Diz respeito à distribuição das partículas que formam um solo (areia,
silte e argila). De acordo com os percentuais de cada uma delas, tem-se:
•  Solo de textura arenosa: menos de 15% de argila,
•  Solo de textura média: de 15 a 35% de argila,
•  Solo de textura argilosa: mais de 35% de argila.


Como determinar a textura do solo:

- Solo argiloso: liso e pegajoso. O solo argiloso é formado de
partículas minúsculas que absorvem umidade, tornando-o pesado e
pegajoso. Embora difíceis de serem trabalhados, costumam ser bastante
férteis.
- Solo arenoso: seco e solto. O solo arenoso seca rapidamente e não
retém bem os nutrientes. Precisa de maior manutenção do que o argiloso,
mas, inicialmente, é mais fácil de ser trabalhado.

Nutrientes

São os elementos de que as plantas necessitam nos seus processos
vitais. São divididos em macronutrientes e micronutrientes.

Macronutrientes

São aqueles requeridos em grandes quantidades: C- carbono, H-
hidrogênio, O-oxigênio; N-nitrogênio; P-fósforo; K-potássio; Ca-cálcio;
Mg-magnésio e S-enxofre.

Micronutrientes

São aqueles requeridos em pequenas quantidades: Cl-cloro; Fe-ferro;
Cu-cobre; Zn-zinco; Mn-manganês; B-boro; Mo-molibdênio e Co-cobalto.

pH do solo

Está relacionado com o índice de acidez, variando segundo a escala
abaixo:
0-------------------------------7----------------------------------14
pH ácido pH neutro pH básico

Cada espécie vegetal tem uma faixa de pH do solo na qual seu
desenvolvimento é ótimo. De maneira geral, pode-se dizer que a maioria das
plantas prefere solos com pH na faixa de 4,0 a 7,5.


Calagem

É uma prática de manejo da fertilidade do solo que consiste na
aplicação de calcário, com o objetivo de eliminar ou minimizar os efeitos
prejudiciais da acidez e fornecer cálcio e magnésio para as plantas.

Tipos calcário:
- Calcíticos: possuem cálcio,
- Magnesianos: possuem magnésio,
- Dolomíticos: possuem cálcio e magnésio.

Época de calagem: 
A calagem deve ser feita de 60 a 90 dias antes do
plantio. Esse período é necessário para que a acidez do solo seja corrigida,
deixando o solo adequado para o desenvolvimento das plantas.


A dosagem a ser aplicada depende do tipo de solo e da análise
química do mesmo, feitas em laboratório.
Aplicação de calcário: dependendo da área, pode-se fazer a aplicação
do calcário manual ou mecânica. A distribuição manual é feita a lanço e
deve-se procurar espalhar o mais uniformemente possível. 
A distribuição
mecânica é feita por distribuidora centrífuga à tração mecânica.
Incorporação do calcário: o calcário deve ser incorporado a uma
profundidade de 15 a 20 centímetros. A incorporação deve ser uniforme
para permitir boa eficiência do calcário. A incorporação pode ser feita por
gradagem ou manualmente utilizando enxadas.

Adubação

Consiste na incorporação de nutrientes ao solo com o objetivo de
melhorar sua qualidade. Existem diferentes tipos de fertilizantes fornecedores de nutrientes:

a) Fertilizantes ou adubos minerais simples: podem ser
classificados em :
Nitrogenados: contêm nitrogênio(N), que atua no crescimento das
plantas. Ex.: sulfato de amônio, uréia, salitre do Chile e nitratos em geral.
Fosfatados: contêm fósforo(P), que atua no crescimento das raízes,
crescimento das plantas, floração e frutificação. Ex.: superfosfato simples e
superfosfato triplo.
Potássicos: contêm potássio(K), que atua na produção de flores, bem
como na resistência da planta ao aparecimento de doenças. Ex.: cloreto de
potássio, sulfato de potássio.

b) Fertilizantes ou adubos mistos: são aqueles resultantes da
mistura de dois ou mais fertilizantes simples (nitrogenado, fosfatado e
potássio). São representados pela letra símbolo de cada elemento, sendo o
mais comum o NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), nas formulações
percentuais: 4-14-8; 20-5-20 e 10-10-10.

Obs.: Existem no mercado alguns fertilizantes comercializados na
forma líquida.

c) Fertilizantes ou adubos orgânicos: podem ser de origem vegetal
ou animal, contendo um ou mais nutrientes. Ex.: farinha de ossos, farinha de
sangue, tortas vegetais (soja, algodão, mamona, girassol ou amendoim),
esterco de bovino, esterco de galinha e húmus de minhoca.

d) Composto orgânico: é formado pela decomposição de material
vegetal como mato, palhas, folhas, restos de roça, restos de gramado, restos
de cozinha, estercos diversos e até mesmo cinza.

Preparo do composto orgânico

1. Amontoar o material vegetal em pilhas de seção trapezoidal, intercalando uma camada de restos vegetais com uma fina camada de material inoculante (esterco), tendo-se o cuidado de molhar cada camada. A
pilha deve apresentar cerca de 3,0 m largura na base inferior, 1,5 m de altura e comprimento variável, de acordo com a disponibilidade de material.

2. Manter o material sempre úmido, molhando-o pelo menos uma vez por semana.

3. A cada 15-20 dias, picar e revolver o material formando uma nova pilha.


4. Aos noventa dias aproximadamente, o material estará curtido e transformado em matéria orgânica. O produto final deve ter a cor escura, ser rico em húmus, moldável quando apertado entre as mãos, cheiro de terra e temperatura baixa no interior do monte.

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